Juros simples e compostos: entenda a diferença

É possível que em algum momento de nossas vidas precisemos realizar um empréstimo financeiro. Independentemente do motivo por trás do empréstimo, seja para assuntos familiares, de saúde, ou atividades produtivas, uma coisa você pode ter certeza: sobre o capital emprestado serão cobrados juros.

Você já conhece a definição de “juros”: de acordo com o Dicionário Hauaiss “é a quantia que remunera um credor pelo uso de seu dinheiro por parte de um devedor durante um período determinado”. Mas e quanto aos juros simples e compostos? Você entende bem a diferença e sabe como calcular cada um?

juros simples e compostos

Juros Simples

Os juros simples são aqueles que incidem sobre o capital inicial durante todo o período de aplicação: o valor dessa taxa é sempre a mesma e não cresce (por isso é chamada de constante).

Os juros simples geralmente são utilizados em operações financeiras de curto prazo ou em situações em que a dívida é paga somente no final de um certo período de tempo.

Exemplo:

Vamos supor que você faz um empréstimo de R$ 300,00, cujo valor será devolvido em 3 meses a uma taxa de 10% ao mês.

Como faço para descobrir os juros que serão pagos? Utilize a seguinte fórmula:

 

J = c.i.t.

J: Juros

c: Capital Inicial

i: juros

t: tempo

 

Cálculo:

J=300.0,1.3

J=R$ 90,00

De acordo com o exemplo, você pagará R$ 90,00 de juros. Vale lembrar que o montante devolvido será R$ 390,00, uma vez que o montante é o resultado da soma entre juros e capital inicial.

M=C+J

M=300+90

M=R$ 390,00

Observação: Também chamados de aplicação constante, os juros simples não são muito utilizados pelo sistema financeiro nacional (a preferência é pelo juros compostos).

 

Juros Compostos

Os juros compostos são chamados também de capitalização acumulada, pois possuem um novo valor a cada período de tempo determinado. Isso quer dizer que os juros aumentam conforme o tempo passa, já que são somados ao saldo devedor (juros do mês anterior).

A cada cálculo, os juros compostos levam em consideração o capital atual, não o inicial.

Exemplo:

Vamos usar o exemplo anterior, porém aplicando os juros compostos.

A fórmula para calcular é a seguinte:

 

M= C(1+i)

M: Montante

C: Capital

i: juros

t: tempo

 

Cálculo:

M=300(1+0,1)3

M=300(1,1)3

M=300.1,331

M=R$399,30

O montante acumulado é R$ 399,30. Diminuindo o capital de R$ 300,00, constata-se que o juros foi R$ 99,30

J=M-C

J=399,30-300,00

J=R$99,30

Correção Monetária

Um item também relacionado aos juros é a correção monetária, que seria a recuperação do poder de compra do valor que foi emprestado. Para melhor entendimento: a correção monetária é a atualização do valor do dinheiro – sempre por meio de um índice de inflação e sempre expressa no contrato firmado entre as duas partes.

Ela é praticada para regular os valores da economia, impactando no valor dos juros e afetando a vida financeira das famílias. A correção monetária tem como base o preço da moeda, os índices de inflação e a cotação do mercado financeiro.

Quais são as diferenças entre ambos os juros?

A primeira e mais visível diferença entre os juros simples e os juros compostos está na forma de cálculo da taxa:

  • No regime de juros simples, o cálculo é realizado em cima do valor inicial, ou seja, do Capital;
  • No regime de juros compostos, o cálculo é realizado com base nos juros do mês anterior.

Na realidade, pode-se entender que nos juros compostos o cálculo é juros sobre juros.

Outra diferença entre as duas modalidades é em relação a suas aplicações. Como comentado, há maior utilização dos juros compostos em grande parte das operações que envolvem dinheiro.

Os juros simples somente serão encontrados em operações de curtíssimo prazo e em processos de desconto simples de duplicatas.

Já os compostos são notados em diversas operações que realizamos diariamente, tais como as compras a médio e longo prazo, compras com cartões de crédito, empréstimos bancários, entre outros.

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